Departamento de Comunicação
16/11/2015 - 09:02 - Atualizado em 16/11/2015 - 09:02


Latasa demonstra processo de reciclagem das latinhas

Empresa, que está se instalando em Paranaíba, é uma das responsáveis pela reciclagem do alumínio

Latasa demonstra processo de reciclagem das latinhas


 

 Jornalistas de diversas partes do país estiveram em Pindamonhangaba na última semana, dias 04 e 05, a convite da ABAL (Associação Brasileira de Aluminio), para o Tour da Lata, evento que consistiu na apresentação de todo processo de coleta, reciclagem e industrialização da famosa latinha de cerveja, refrigerante, suco ou energético que vai para o consumo e depois é descartada.

 

Segundo dados divulgados pela Abal, o Brasil é o maior reciclador de alumínio do mundo e em 2014, 98,4% de tudo que foi produzido foi reciclado. E o ciclo que começa no consumo da bebida, segue para o processo de coleta. O tour iniciou por meio de uma cooperativa de recicladores, semelhante à Coorepa, em Paranaíba. Lá, são coletados os objetos recicláveis e são separados para serem vendidos às empresas.

 

Uma das clientes dessa cooperativa é a Latasa, empresa que está se instalando em Paranaíba. A presidente da Cooperativa, Maria Ângela Gonzaga, contou a importância da Latasa no dia-a-dia dos catadores. “Ela é muito importante não só para o meio ambiente, como também para nós, financeiramente”, disse.

 

Da cooperativa o tour seguiu à primeira empresa do grupo Latasa, o centro de coleta. Neste local, ocorre a coleta da latinha. A Latasa tem 22 centros de coleta espalhados por todo o país e este em Pindamonhangaba recebe tanto as latinhas já prensadas, quanto as latas avulsas, dos coletores de rua e das cooperativas.

 

A lata, avulsa ou prensada, passa por um processo de inspeção, para verificar se não há nenhum tipo de resíduo. Quando vem prensada, passa por outra máquina, que verifica se não há qualquer tipo material dentro que não seja lata. Se houver, o produto é devolvido ao fornecedor.

 

O produtor prensado no centro de coleta vai então para a outra unidade da Latasa, onde ocorre o processo de transformação do alumínio. As latas são jogadas em uma repartição e todo processo automatizado é responsável pela trituração das latas, assim como a higienização e limpeza, para que possam ser derretidas e transformadas no alumínio, sem impurezas que possam comprometer o material.

 

As latas trituradas são então colocadas em fornalhas, que são responsáveis pela transformação em alumínio. Daí em diante ocorre o último processo na Latasa, que é o vazamento líquido do alumínio, para as panelas. Das panelas, podem ser feitos os lingotes de alumínio que serão vendidos às empresas que trabalham com o material.

 

O presidente da Latasa, Mário Fernandes, explicou em entrevista como será a Latasa em Paranaíba e também os impactos econômicos que ela deve proporcionar. “A unidade de Paranaíba será semelhante a daqui, porém muito mais moderna. Os impactos econômicos com certeza serão muito positivos e a nova planta já iniciou a construção. Acredito que em 2017 devemos inaugurar”, frisou.

 

Da Latasa, o tour seguiu à Noveli, a principal cliente da Latasa. Lá, os lingotes de alumínio gigantescos, com espessura de 600 milímetros, passam por um processo de formação de uma camada fina de alumínio, lâminas com espessura de 2 milímetros vão, ao final, dar forma a uma bobina de alumínio, parecida a um rolo gigante de papel higiênico.

 

Essas bobinas, depois de prontas, são remetidas a outra grande empresa, a Rexam. Lá as bobinas vão pouco a pouco tomando a forma da lata. Uma máquina responsável por cortar e transformar o alumínio em forma de latinha, enquanto outra máquina termina o trabalho.

 

Todo processo também é automatizado e daí segue para a parte da impressão de cada marca com seus respectivos desenhos. Saindo, passa por outro processo e as latinhas que tiverem algum tipo de amassado são automaticamente descartadas pela máquina. As que passam, vão para palets, seguindo para as indústrias de bebidas em seguida para as prateleiras!


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