Departamento de Comunicação
30/03/2015 - 15:02 - Atualizado em 03/08/2015 - 08:11


Escola de todos para todos

Escola de todos para todos


Com um sorriso estonteante e uma simpatia ímpar, Daniele Aparecida Rufino dos Santos, 19 anos, se destaca entre seus colegas do 7º ano da Escola Municipal Liduvina Motta Camargo. Aluna dedicada, ela não gosta de barulho durante as aulas, dá bronca nos colegas e tenta absorver ao máximo todos os ensinamentos que os professores lhe passam. A história dela poderia ser apenas mais uma entre tantas outras, se não fosse por sua persistência e dedicação, sem perder o sorriso no rosto.

 

Daniele é desinibida, conversa bem, possui uma alegria que contagia os que estão perto dela e é desafiada todos os dias por ações que, para  a maioria, são situações comuns, mas para ela são grandes obstáculos. Isso por que a adolescente não se locomove sozinha e precisa de auxílio até nas necessidades básicas.

 

Andar em uma cadeira de rodas requer um esforço diário, ainda mais no caso de Daniele que possui também atrofia nos membros. Por isso, ela conta com o apoio de uma monitoria e de seus colegas, que sempre são muito solícitos.

 

A acessibilidade ainda não é uma realidade em todos os lugares e isso faz com que os pequenos atos do dia a dia se tornem um verdadeiro problema, como o acesso às salas de aula e ao banheiro. Mais que uma questão de comodidade, é uma questão de dignidade.

 

Para atender às necessidades dos alunos que estudam na escola Liduvina, a Prefeitura de Paranaíba construiu rampas de acesso e um banheiro exclusivo adaptado que atende às especificações da acessibilidade. Com isso, muita coisa mudou, não só para Daniele, mas para todos os alunos da inclusão social que frequentam a instituição. "Ir ao banheiro era um trabalho, não tinha barra, não tinha rampa, era um sofrimento", contou Daniele.

 

A diretora da escola, Denise Alves Faria, comemora este avanço e falou sobre o que mudou depois da modificação "Era muito triste, os alunos precisavam se arrastar até o banheiro dos funcionários. Tinha dia que eu saía daqui chorando. Agora, nosso problema está resolvido e nós estamos muito felizes em vê-los em uma realidade mais confortável".

 

F. L. S, de 17 anos, também é cadeirante e aluno do 7º ano. A mãe de F., Manoelina Lemos de Queiroz, falou da satisfação em ver seu filho em uma situação mais adequada na escola e também sobre os desafios de colocá-lo em uma escola regular. "Eu estou muito feliz com essa mudança. Antes era bem difícil, o irmão do F. tinha que acompanhá-lo ao banheiro porque era impossível ir sozinho. Eu passei por muitas dificuldades com meu filho e uma delas era encontrar um lugar comum que o aceitasse. Hoje, ele frequenta uma escola como todos e eu não tenho do que reclamar". 


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