Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres realizou campanha de prevenção durante o Carnaíba 2023
Durante o Carnaíba 2023 foi realizada uma campanha para chamar a atenção do público neste período de Carnaval, para a prevenção de assédios e agressões contra as mulheres. A campanha foi realizada pela Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e trouxe alertas sobre como apreciar o carnaval, e principalmente, como aproveitar o carnaval, em relação ao respeito às mulheres. Entre os alertas estão atos que configuram crime contra a mulher, sejam eles físicos ou psicológicos.
Em tom preventivo, as orientações ressaltam, com embasamento na lei, que é crime compartilhar cenas íntimas sem o consentimento da vítima, forçar atos sem consentimento, como um beijo, por exemplo, e ressalta ainda que é crime se relacionar com pessoa vulnerável, sob efeito de álcool ou drogas sem poder de discernimento.
A coordenadora municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Wanice Luciana, destacou ainda o risco de aumento de casos de violência doméstica, devido ao consumo de álcool intenso neste período. “Nesse tempo de festa e bebida, pode surgir o ciúme, e o sentimento de posso, que por se achar dono de uma pessoa gera a partir daí a violência. É importante sempre reafirmar, principalmente para o público masculino, que não é não, em ambiente doméstico ou não, e que isso mata”, destacou.
AJUDA E PROTEÇÃO
As mulheres que estiverem em perigo devem, em primeiro lugar, ligar para a Polícia Militar (190), caso a emergência requeira a intervenção imediata. É possível ainda, denunciar por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.
Se não for possível acionar a polícia quando a violência ocorrer, procure a Delegacia de Atendimento à Mulher de Paranaíba situada na R. Rui Barbosa, 1680. (67) 3503-1266.
A delegacia deve enviar o caso ao judiciário em 24 horas. O juiz tem 48 horas para avaliar a concessão de medida protetiva de urgência, prevista em lei para inibir que a vítima sofra novas agressões e que a violência se agrave, o que pode, inclusive, evitar um feminicídio. O agressor que descumprir esta ordem pode pegar de 3 meses a 2 anos de prisão.
Otávio Armando
imagem: Antonio Agostini
DECOM